O protagonismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie no cenário das instituições universitárias brasileiras iniciou-se no ano de 1952, época em que o país contava com menos de duas dezenas de universidades – no estado de São Paulo eram apenas duas. Sua história, entretanto, começou a ser escrita já em 1870, quando o casal de missionários presbiterianos Mary Annesley e George Chamberlain criou a Escola Americana, que logo se tornou referência de educação básica em São Paulo, mercê das suas estratégias pedagógicas inovadoras e da sua ostensiva prática de inclusão social, étnica e política. As décadas que encerraram o século XIX viram surgir o Mackenzie College, com seus primeiros cursos superiores de Filosofia (1885), de Comércio (1890) e, principalmente, a Escola de Engenharia (1896) – o mais antigo estabelecimento privado e confessional de ensino de engenharia do país.

A vocação de pioneirismo ficou evidenciada na criação da primeira experiência oficial de cotitulação internacional, tendo aUniversity of the State of New York como entidade associada (1893). Revelou-se também na origem do primeiro curso de Química Industrial de São Paulo (1911); gerou o mais antigo curso de Engenharia Química do país (1922); introduziu, de forma pioneira, o Sistema Decimal Dewey de catalogação de bibliotecas no país (1926) e produziu o primeiro curso de Biblioteconomia do Brasil (1930).

Mackenzie

Analogamente, já a partir de 1932 a Escola Técnica Mackenzie passou a ser reconhecida no parque industrial paulista por força da qualidade de formação dos seus alunos. Quinze anos depois, era a vez do Curso de Arquitetura transformar-se na primeira Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do estado de São Paulo (1947). Nenhuma outra instituição de ensino superior funcionara antes, em todo o país, com a designação “Faculdade de Arquitetura”.
No início do decênio de 1950, quatro faculdades já se encontravam consolidadas e uma quinta estava em vias de ser inaugurada: Escola de Engenharia, Faculdade de Arquitetura, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (1946), Faculdade de Ciências Econômicas (1950) e Faculdade de Direito (1953). Foi sobre este alicerce que se erigiu o edifício da então Universidade Mackenzie, autorizada a funcionar pelo Decreto nº 30.511, de 7 de fevereiro de 1952, e instalada, solenemente, em 16 de abril de 1952, com a posse do primeiro Reitor, o Prof. Engº. Henrique Pegado. Naquela conjuntura histórica, o quadro discente totalizava 1.155 alunos e o número total de professores não passava de 80.

Inserida num contexto de profundas transformações sociais, políticas e econômicas, a Universidade Presbiteriana Mackenzie(denominação adotada a partir de 1999) viu-se logo desafiada a expandir sua oferta de cursos e construir uma infraestrutura condizente com sua crescente reputação acadêmica. Nessa mobilização de esforços e de recursos, nunca faltou o respaldo da Mantenedora, o Instituto Presbiteriano Mackenzie, que representa a Igreja Presbiteriana do Brasil.

Ao longo dos anos que se seguiram, a consolidação da Universidade Presbiteriana Mackenzie tornou-se notória em inúmeras dimensões, tais como: cursos novos, currículos novos, laboratórios novos, prédios novos, campi novos, exigências legais novas, requisitos novos de titulação acadêmica e indicadores novos de qualidade. Nesse cenário, a sólida tradição de ensino que sempre assegurou aos mackenzistas as melhores oportunidades profissionais de mercado e de inserção social passou a ser também impactada pela implantação de um clima instigante de pesquisa institucionalizada, em cujo bojo numerosos nichos de excelência vêm despontando. Na medida em que foram implementados cursos de pós-graduação, tanto lato sensu (1975) como stricto sensu(2003), o universo institucional tornou-se muito mais amplo, muito mais complexo e muito mais relevante do ponto de vista acadêmico, científico, cultural e social.

Com quase 42.000 alunos matriculados em Higienópolis, Alphaville, Campinas e Rio de Janeiro; com 91% dos 1.400 docentes sendo portadores dos títulos de mestre ou doutor; com 11 mestrados e oito doutorados de reconhecido mérito acadêmico; com mais de seis dezenas de acordos bilaterais internacionais; com interlocução significativa junto aos órgãos públicos de fomento de pesquisas; com credenciamento renovado pelo MEC por mais dez anos e atribuição de conceito máximo de avaliação, a Universidade Presbiteriana Mackenzie alcança a sétima década de sua existência classificada entre as melhores e maiores universidades do país. Seu roteiro futuro orienta-se por um conjunto de ambiciosas metas de excelência acadêmica e ousada envergadura institucional – denominado “Visão 150” – que mobiliza, neste momento, todas as instâncias da maior instituição universitária presbiteriana do Hemisfério Sul.

Esse notável patrimônio institucional, educacional e intelectual foi constituído ao longo de uma virtuosa trajetória histórica pela conjugação intensa de esforços por parte de inúmeros atores, destacando-se o dedicado corpo de professores, o eficiente quadro de colaboradores administrativos e técnicos, os respeitáveis escalões de comando e de operação da Mantenedora, encabeçado pela sua Diretoria Executiva e sob as diretrizes superiores do Conselho Deliberativo. Na perspectiva histórica, devem ser reconhecidos os créditos pertencentes à plêiade de reitores (foram 20, no período 1952-2013), diretores e coordenadores que conduziram a Universidade desde a sua criação, em meados do século XX, até o presente.

De fato, a Universidade Presbiteriana Mackenzie vem contribuindo significativamente para a formação de lideranças políticas, empresariais e acadêmicas; investe na instalação de laboratórios em padrão de excelência; assegura avanços em pesquisas aplicadas de relevância. O espectro de atuação científica vai das Ciências Geoespaciais, em escala de radiotelescópio, até a Nanotecnologia, em escala de microscópio de varredura eletrônica, campo em que se inserem as pesquisas do Grafeno, da Fotônica e dos Materiais Poliméricos, assegurando inquestionável protagonismo acadêmico e científico à Universidade Presbiteriana Mackenzie. Esse reconhecimento traduz-se na forma de crescente número de patentes, crescente volume de recursos captados junto aos órgãos de fomento de pesquisa, crescente representação nos colegiados, comissões, entidades associativas e esferas de governo, bem como no crescente interesse por parte dos estudantes que emergem de um cenário cada vez mais exigente e competitivo.

Eis, portanto, um ligeiro panorama histórico da Universidade Presbiteriana Mackenzie, mantida sob a égide do Instituto Presbiteriano Mackenzie.